
«Arthur Ponsonby já tinha observado que os estadistas de todos os países, pelo menos na história moderna, antes de declarar guerra ou no preciso momento em que efectuavam essa declaração, asseguravam sempre solenemente como preliminar, que não queriam a guerra.
Com efeito, a guerra e o seu cortejo de horrores raramente são populares a priori, e por conseguinte é de bom tom apresentar-se como amante da paz.»
(...)
«Se todos os chefes de Estado e de governo são animados por semelhante vontade de paz, é evidente que se pode perguntar inocentemente por que é que, apesar disso, por vezes (e até frequentemente) rebentam guerras?
Mas o segundo princípio da propaganda de guerra responde imediatamente a esta objecção: fomos forçados a fazer guerra, o campo adversário é que começou, somos obrigados a reagir, em estado de legítima defesa ou para honrar os nossos compromissos internacionais...»